Hidrólise

O Brasil é o maior produtor de etanol do mundo e, ao mesmo tempo, é incapaz de atender ao próprio mercado. Hoje, a tecnologia disponível no país aproveita apenas um terço da energia contida na planta (etanol de primeira geração – 1G).  Para acabar com tamanho desperdício, é preciso dominar um processo químico chamado hidrólise enzimática (etanol de segunda geração – 2G). A técnica, segundo estimativas, será capaz de dobrar a produção brasileira sem precisar abrir novas fronteiras agrícolas.

O IVIG trabalha junto ao Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e a Universidade de Tsinghua, a mais conceituada escola de engenharia chinesa, na produção do biodiesel enzimático. Um trabalho ambicioso que pretende tornar o insumo brasileiro numa das fontes de energia renováveis mais competitivas do mundo. Ao desenvolver tecnologia para a produção de etanol 2G, o Brasil acrescenta uma nova e grande vantagem comparativa às que já tem: clima, solo, quatro séculos de conhecimento do cultivo da cana-de-açúcar e quatro décadas de experiência de produção e uso do álcool como combustível automotivo.